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CGU sedia encontro com países de língua portuguesa para discutir controle interno

publicado: 28/06/2019 18h19, última modificação: 01/07/2019 08h35
Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal trocaram experiências com o Brasil sobre auditoria interna governamental e desenvolvimento profissional
CGU sedia encontro com países de língua portuguesa para discutir controle interno

Ministro da CGU ao lado do secretário Federal de Controle Interno, Antônio Carlos Leonel, de servidores e de autoridades internacionais

A Controladoria-Geral da União (CGU) sediou, em Brasília (DF), nos dias 27 e 28 de junho, a reunião técnica do grupo de trabalho permanente dos Organismos Estratégicos de Controle Interno da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (OECI-CPLP). O evento contou com a participação das delegações de Angola, de Cabo Verde, de Moçambique e de Portugal (por videoconferência). O secretário-executivo da CGU, José Marcelo de Carvalho, realizou a abertura ao lado dos demais dirigentes do órgão. O encerramento, que aconteceu nesta sexta-feira (28), ficou a cargo do ministro Wagner Rosário.

A cooperação técnica e institucional entre os países constituintes dos OECI-CPLP visa a troca de experiências e boas práticas, na elaboração de documentos harmonizados relacionados à temática da auditoria interna governamental e ao desenvolvimento profissional dos participantes.

Em discurso de abertura, o secretário-executivo da CGU, José Marcelo de Carvalho, falou sobre governança e integridade. “Somos um órgão que faz parte do processo decisório do governo na criação de políticas públicas. Somos consultados, conversamos sobre o que pode ser melhorado, quais os instrumentos de governança que podem ser implantados e quais os controles necessários que podem ser incorporados ao sistema. Buscamos, com isso, implementar uma política de integridade em toda a Administração Pública”, afirmou o secretário, enfatizando a importância da troca de experiências com os países presentes.  

Na ocasião, José Marcelo ressaltou ainda o acordo de leniência como um instrumento de combate à corrupção. “Temos um grande instrumento de combate à corrupção, capaz de revolucionar o país, que vem a ser os acordos de leniência. O nosso objetivo é a mudança de cultura, onde não haja mais a dependência da corrupção como instrumento de barganha e de compra de aliados ao ambiente governamental. Que este seja um lugar íntegro e correto. E neste sentido, temos conquistado grandes avanços, inclusive com outros países”, disse o secretário-executivo. 

Reunião técnica

O secretário-federal de Controle Interno da CGU, Antônio Carlos Leonel, que presidiu a mesa da reunião técnica, ao lado das delegações dos países de língua portuguesa, destacou três pontos importantes enfrentados pelo órgão e que, segundo ele, geram uma mudança cultural e agregam valor à gestão pública: a restrição fiscal do Estado; a tecnologia da informação; e a convergência internacional. 

“Estamos vivendo um processo de mudança em nossas orientações, revendo nossos processos e trabalhando com gestão de riscos. Além disso, buscamos padrões internacionais definidos pelo Instituto Internacional dos Auditores Internos e estamos alinhados a estas práticas. Hoje, discutimos políticas públicas com o governo como um todo e a nossa estrutura está sendo pensada para darmos respostas efetivas ao Estado”, afirmou o secretário. 

A reunião discutiu grandes temas, como: propósito e serviços da auditoria interna; importância das normas internacionais; e planejamento de auditoria baseado em risco. Tais discussões subsidiarão a IX Conferência Anual dos OECI-CPLP, programada para final de novembro deste ano, oportunidade em que será elaborado e discutido o documento: “Planejamento e Execução da Auditoria Interna Governamental”.

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