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“Trabalho articulado é essencial para o combate à corrupção”, afirma ministro da CGU

publicado: 27/11/2019 08h17, última modificação: 27/11/2019 08h17
Wagner Rosário participou do Seminário Internacional Um Novo Olhar sobre a Segurança Pública
“Trabalho articulado é essencial para o combate à corrupção”, afirma ministro da CGU

Wagner Rosário discorreu sobre os trabalhos conjuntos de investigação realizados pela CGU e outros órgãos parceiros

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, participou na manhã desta terça-feira (26) do Seminário Internacional Um Novo Olhar sobre a Segurança Pública, promovido pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O ministro destacou a importância da articulação interinstitucional para o combate à corrupção.

Durante sua palestra, que integrou o painel “Combate à corrupção e ao crime organizado”, Wagner Rosário discorreu sobre os trabalhos conjuntos de investigação realizados pela CGU e outros órgãos parceiros, enfatizando que esse tipo de ação é “essencial para o combate à corrupção, já que não existe uma instituição que consiga fazer esse enfrentamento de forma isolada”.

Segundo Rosário, a corrupção tem a característica de ser multifacetada, complexa, então a junção de conhecimentos é o que permite um trabalho que realmente traga um resultado específico. Por isso a articulação da CGU e demais órgãos de defesa do Estado tem resultado em centenas de operações especiais nos últimos anos, com o objetivo de interromper práticas de corrupção que estão em curso e incrementar o ressarcimento ao erário.

Para ilustrar o êxito desse tipo de trabalho articulado, o ministro apresentou à plateia detalhes da Operação São Cristóvão, desenvolvida em parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal, o Ministério Público do Distrito Federal e a Receita Federal em 2014. A operação desarticulou uma organização criminosa especializada em desviar milhões de reais do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). A CGU constatou o direcionamento de licitações com o objetivo de beneficiar pessoas ligadas a funcionários e dirigentes das próprias entidades, entre outras irregularidades.

Avanços e desafios

O ministro da CGU destacou, ainda, pontos que considera avanços e desafios no combate à corrupção por meio da atuação interinstitucional. Ele acredita que é preciso fortalecer esse tipo de parceria, de modo a evitar que o trabalho articulado dependa de voluntarismos. Outro desafio, segundo ele, é promover maior capacitação dos órgãos para a investigação e a retroalimentação do sistema para evitar que os casos aconteçam novamente.

Rosário apontou também como desafios a necessidade de dar maior celeridade à apuração das responsabilidades dos envolvidos em ilícitos, além de potencializar a alavancagem investigativa advinda de acordos de leniência.

Seminário

Organizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o seminário tem como meta disseminar experiências e contribuir para o debate sobre boas práticas voltadas à redução da violência e da sensação de insegurança.

Os palestrantes foram convidados com base em experiências bem-sucedidas de estratégias elaboradas em seus estados e países de origem para redução da violência. Desta forma, serão compartilhadas boas práticas adotadas tanto no Brasil como em países como Estados Unidos, Argentina, Itália, Espanha, França, Inglaterra, Austrália, Israel, Paraguai e Colômbia.

Cerca de 450 participantes estão inscritos no evento, sendo a maior parte das forças de segurança locais. Mas também há convidados de outros órgãos, como policiais legislativos, federais, além de servidores dos ministérios da Justiça (MJ) e de Segurança Institucional (GSI), de tribunais federais e locais e de secretarias de segurança de outros estados. Também há representantes da Universidade de Brasília (UnB), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e dos Conselhos de Segurança (Consegs) formados na sociedade civil.