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Processo

CGU instaura PAD contra servidor mencionado em acordo de leniência da Odebrecht

publicado: 20/08/2019 16h00, última modificação: 20/08/2019 16h00
Investigação aponta que a empresa pagou propina ao servidor para ter acesso a informações sigilosas do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações
CGU instaura PAD contra servidor mencionado em acordo de leniência da Odebrecht

expectativa da CGU é concluir o processo dentro do prazo máximo de 140 dias

A Controladoria-Geral da União (CGU), por meio da Corregedoria-Geral da União, instaurou, nesta segunda-feira (19), Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o recebimento de vantagens indevidas por parte de servidor público federal, com base em informações prestadas pela empresa Odebrecht S/A em acordo de leniência.

A Odebrecht S/A informou à CGU que, entre os anos de 2009 e 2010, pagou propina ao servidor sob investigação para ter acesso a informações sigilosas do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, órgão vinculado ao então Ministério da Fazenda.

A expectativa da CGU é concluir o processo dentro do prazo máximo de 140 dias. Caso condenado, o servidor investigado deverá ser expulso da Administração Pública e, nos termos da Lei Ficha Limpa, poderá ficar inelegível pelo prazo de oito anos.