Auditoria e Fiscalização

Combate à Corrupção

Operação 14 Bis apura desvios em contratos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

publicado: 13/03/2018 08h19, última modificação: 13/03/2018 08h23
Gestores e empresas atuavam em conluio para fraudar serviços no campus Cornélio Procópio
Operação 14 Bis apura desvios em contratos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Trabalho tem por objetivo desarticular organização criminosa especializada em fraudar licitações e contratos - Foto: UTFPR

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) participa, nesta terça-feira (13), da Operação 14 Bis. O trabalho, realizado em parceria com a Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil, tem por objetivo desarticular uma organização, formada por gestores públicos e empresas, especializada em fraudar licitações e contratos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Cornélio Procópio (UTFPR-CP).

As investigações apontam ocorrência de desvios em contratações para serviços de manutenção (predial, de ar-condicionado e de veículos); fornecimento de materiais de construção; e serviços de reprografia. Entre as irregularidades estão: suspeita de obtenção de informação privilegiada; formação de grupo econômico; uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para o atesto de capacidade técnica; pagamentos superiores aos valores contratados; frustração de concorrência; superfaturamento; sobrepreço; e pagamento de materiais não recebidos. 

Os contratos, em questão, compreendem o montante de R$ 5,7 milhões. O potencial prejuízo ainda não foi apurado pelas autoridades competentes. 

A UTFPR, a partir de denúncias, já havia adotado medidas administrativas com relação aos fatos apurados. A instituição realizou auditorias internas e demitiu, após condução de procedimentos disciplinares, dois servidores envolvidos nas fraudes. 

A Operação 14 Bis busca cumprir 20 mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão, além de sequestro e indisponibilidade de bens, nos municípios paranaenses de Cornélio Procópio, Maringá, Uraí e Nova América da Colina. 

Os investigados devem responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, falsidade ideológica e crimes previstos na lei de licitações, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas.