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Ética e Integridade

Ministros debatem papel da governança pública no combate à corrupção

Evento

Durante seminário de 25 anos da AGU, Wagner Rosário e Raimundo Carreiro destacaram importância do fortalecimento das instituições
publicado: 09/03/2018 17h48 última modificação: 13/03/2018 08h00
Amariles Sodré/AscomAGU Para Wagner Rosário, a integridade pública precisa estar ancorada em três pilares: liderança, estratégia e controle

Para Wagner Rosário, a integridade pública precisa estar ancorada em três pilares: liderança, estratégia e controle

O ministro da Transparência e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, participaram do painel “O papel da Governança Pública no combate à corrupção”, realizado na manhã desta sexta-feira (9/8) como parte da programação do seminário de celebração dos 25 anos da Advocacia-Geral da União (AGU). No evento, foram discutidas questões como as raízes da corrupção no Brasil e as medidas adotadas pelos órgãos de controle do setor público para mitigar e prevenir a corrupção.

Durante a palestra, o ministro Wagner Rosário apontou a importância do trabalho de mudança de cultura. “Imagine um governo federal que precisa trabalhar para mudar a cultura de um país, que hoje responde a um ciclo vicioso de corrupção que gera desigualdade social, desperdício de dinheiro público. Esse é um aspecto que estamos tentando trabalhar”, disse, lembrando que a CGU está celebrando uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) e instituições educacionais para implantar em médio prazo disciplinas sobre ética e cidadania nos currículos escolares do ensino fundamental.

A CGU apresentará em abril uma política de integridade para os órgãos e entidades do Governo Federal. A iniciativa tem por objetivo a adoção de medidas voltadas à prevenção, detecção, punição e remediação de fraudes e atos de corrupção. De acordo com o ministro da CGU, a integridade pública precisa estar ancorada em três pilares: liderança, estratégia e controle. “A extensão territorial e a capilaridade dos municípios do país exigem um nível desafiador de governança”, ressaltou.

Por sua vez, Raimundo Carreiro delineou diversos momentos em que a questão da corrupção esteve em evidência no país nas últimas décadas, destacando o aspecto histórico da questão. “Não podemos nos esquecer, no entanto, dos avanços históricos do Brasil no contexto do combate à corrupção”, pontuou o presidente do TCU.

Na palestra, os ministros discutiram, ainda, casos de irregularidades na gestão pública e enfatizaram a importância do fortalecimento das instituições e da conscientização da população, assim como o papel da imprensa, no combate à corrupção no país.


Com informações da Ascom/AGU