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Auditoria e Fiscalização

CGU combate fraudes em hospitais no Mato Grosso do Sul

Ações Investigativas

Operação Again investiga sobrepreço em licitações e desvio de materiais hospitalares. Prejuízo apurado é de R$ 3,2 milhões
publicado: 25/01/2018 09h39 última modificação: 25/01/2018 09h47
Esquema fraudava licitações causando sobrepreço nos produtos adquiridos

Esquema fraudava licitações causando sobrepreço nos produtos adquiridos

Nesta quinta-feira (25), o Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) participa da Operação Again no Mato Grosso do Sul. A ação, deflagrada em parceria com a Polícia Federal (PF), visa desarticular organização criminosa responsável por fraudes a licitações e desvios de recursos públicos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) e no Hospital Regional, ambos na capital Campo Grande.

De acordo com as investigações, o esquema fraudava licitações causando sobrepreço nos produtos adquiridos. A apuração constatou ainda o recebimento de produtos com prazo de validade e qualidade inferiores ao previsto nos contratos. Além disso, há indícios de que os integrantes da organização criminosa desviavam os materiais hospitalares - comprados com a finalidade pública de atender à população - para serem utilizados em clínicas particulares.

A organização criminosa também é investigada por tentar dificultar as fiscalizações da CGU. Até o momento, os desvios ocasionaram um prejuízo de aproximadamente R$ 3,2 milhões, num universo de R$ 6 milhões em contratos analisados.

O esquema contava com o envolvimento de servidores públicos que recebiam vantagens ilícitas das empresas envolvidas nas fraudes a licitações, com ênfase no setor de hemodinâmica (método diagnóstico e terapêutico que usa técnicas invasivas, como o cateterismo, para obtenção de dados acerca de cardiopatias). As propinas pagas eram dissimuladas de diversas formas, tais como pagamentos de viagens e transferências de veículos de alto valor.

Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande (MS), Dourados (MS) e Belém (PA), com a participação de aproximadamente 100 policiais federais e 16 auditores da CGU. Dos investigados, dois tiveram decretada medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica. A operação recebeu o nome de “Again” em alusão ao fato de se tratar de esquema semelhante ao desarticulado pela Operação Sangue Frio, em março de 2013, dessa vez com novos integrantes.