Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2017 > 06 > Hackfest: CGU incentiva uso da tecnologia para combate à corrupção e exercício da cidadania

Auditoria e Fiscalização

Hackfest: CGU incentiva uso da tecnologia para combate à corrupção e exercício da cidadania

Controle Social

Maratona hacker classificou dez equipes para a fase final. Soluções tecnológicas serão premiadas e disponibilizadas à população no mês de agosto
publicado: 12/06/2017 16h03 última modificação: 13/06/2017 14h41
MPPB Objetivo do evento foi reunir e apresentar soluções tecnológicas que estimulem os cidadãos a exercerem o controle social em favor da melhoria na gestão pública.

Objetivo do evento foi reunir e apresentar soluções tecnológicas que estimulem os cidadãos a exercerem o controle social em favor da melhoria na gestão pública.

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) participou, entre os dias 9 e 11 de junho, da 3ª edição do ‘Hackfest contra a Corrupção’, realizado em João Pessoa (PB). O objetivo foi reunir e apresentar soluções tecnológicas que estimulem os cidadãos a exercerem o controle social em favor da melhoria na gestão pública. Dez equipes se classificaram à etapa final e terão pouco mais de um mês para aprimorar os trabalhos. No dia 18 de agosto, haverá entrega das premiações e disponibilização à população dos melhores softwares desenvolvidos. 

>>>Confira a galeria de fotos do evento no Flickr da CGU

O Hackfest contou com cerca de três mil inscritos, entre programadores, estudantes e profissionais da área de tecnologia da informação, em programação de mais de 30 horas de atividades. O ministro da Transparência, Wagner Rosário, esteve presente ao evento e ressaltou o efeito positivo da fiscalização pela sociedade. “Este é um momento-chave no modo de enxergar a corrupção e um evento dessa grandeza nos estimula a acreditar nas mudanças”, afirmou. “O acesso à informação é o segredo do controle social, o primeiro passo para alterar a realidade. É difícil explicar a corrupção, mas é fácil constatar e ver as suas consequências, como o subdesenvolvimento do país”, pontuou o ministro durante discurso de abertura. 

De acordo com o regulamento, serão distribuídos até R$ 60 mil em prêmios, sendo três equipes com medalhas de ouro, três com medalhas de prata e quatro com medalhas de bronze. Os times vencedores receberão um prêmio de R$ 10 mil cada um; os com medalha de prata terão cada um a premiação de R$ 6 mil; e as com medalha de bronze serão agraciados com R$ 3 mil. Os prêmios em dinheiro serão pagos por meio do convênio estabelecido entre o Ministério da Transparência (CGU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), devendo ser divididos igualmente entre os integrantes das equipes e entregues conforme cronograma do evento. 

Finalistas 

Quebra-Câmara-Quebra-Senado, SouFiscal. Meudeputado.com, Geração Limpa, Minha Cidade, Vidinha de Balada, PaCiente, Folha Limpa, BoBot e Caça Fantasmas foram as dez equipes vencedoras da primeira etapa da 3ª edição do ‘HackFest Contra Corrupção’. Saiba mais sobre os projetos finalistas:  

# Quebra-Câmara-Quebra-Senado: análise dos salários dos deputados federais, senadores e demais servidores do Congresso Nacional. Integrantes: Fagner Lima, Jesus Mercado, Leandro Balby, Tatiana, Ítalo e Gil. 

# Soufiscal: aplicativo para denunciar e acompanhar irregularidades em obras públicas. Integrantes: Francisco Porfírio, Delcécio Pereira, Djones Santos, Carlos Henrique e Antônio Jeremias. 

# Meudeputado.com: traçar o perfil dos deputados federais de acordo com suas atuações na Câmara. Integrante: Víctor Ximenis, Matteus Silva, Cássio Cabral, Jefferson Lima e Ithanyê Heloísa. 

# Geração Limpa: aplicativo lúdico para educar crianças com relação à cidadania. Integrantes: Michele, Danileny, Róbson e Ícaro. 

# Minha Cidade: analisar gastos do município de João Pessoa na área de saúde. Integrantes: Kevin Fernandes, Josué Bernadino, Victor Lima, Elcius Júnior, Abraão Honório e Marcos Silva. 

# Vidinha de Balada: avaliar gastos dos deputados federais e comparar com a sua atuação na Câmara. Integrantes: Talita Lobo, Hélder Ronyer, Letícia Wanderley, Marta Michelly, Jeferson Neves, Ítalo Medeiros, Arthur Lustosa e Gibran Yasser. 

# PaCiente: aplicativo para relatar qualidade dos serviços nos postos de saúde, em particular, a atividade dos médicos, infraestrutura, procedimentos e tempo de espera em fila. Integrantes: Amanda Guedes, Manuella Dantas, Rubem Ribeiro, Yasser Nascimento, Marcelo Trajano, Fábio Dantas e Leonardo Câmara. 

# Folha Limpa: navegador de irregularidades (acúmulo de cargos, supersalários etc.) na folha de pagamento do estado da Paraíba. Integrantes: Bonifácio, Gleidson, Ítalo, Rafael, Rodrigo e Yuri. 

# BoBot: robô (Bot) no Facebook para registrar ocorrências policiais. Integrantes: Jose Ardiles, Felipe Martins, Elieber, Francisco Neto, Henrique e Glaydson. 

# Caça Fantasmas: aplicativo para identificar empresas fantasmas. Integrantes: Vanessa Marques, Emanuel Mesquita, Maurício Lira, Paulo Yamaha, Hebert Diniz, Jackson Terceiro e Alan Roque.  

HackFest 

O HackFest é uma iniciativa coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Laboratório Analytics Brasil, o Governo do Estado da Paraíba, o Banco do Brasil e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). 

Nesta primeira etapa, os trabalhos foram julgados por uma Comissão composta por 13 integrantes: Edmilson Campos Leite Filho  e Alberto Vinícius Cartaxo da Cunha (Ministério Público da Paraíba); Luís Guilherme Pontes de Azevedo e Marcos Gerhardt Lindenmayer (CGU);  Josedilton Alves Diniz e Vinicius Farias Dantas (Tribunal de Contas da Paraíba); Dimas Queiroz (Universidade Federal da Paraíba); Gustavo Soares (Universidade Federal de Campina Grande); Thayana Carla Dias Guerra (Centro Universitário de João Pessoa - Unipê); Severino Queiroz (Controladoria Geral do Município de João Pessoa); Hercílio de Medeiros Sousa (Iesp Faculdades); Bruno Duarte Garcia (Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade); e Rodrigo Gama (BNDES). 

Com informações do Ministério Público da Paraíba