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CGU investiga desvios de recursos públicos na aquisição de propriedades rurais na 2ª fase da Operação Lama Asfáltica

publicado: 10/05/2016 09h00, última modificação: 10/05/2016 19h19
Intitulada Fazendas de Lama, nova etapa investiga contratos que envolvem mais de R$ 2 bilhões
CGU participa da Operação Fazendas de Lama

Novas fiscalizações da CGU e da Receita Federal apontam a prática de lavagem de dinheiro decorrente de desvio de recursos públicos federais e corrupção passiva - Foto: Ascom/CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal e a Receita Federal deflagram, nesta terça-feira (10), a 2ª fase da Operação Lama Asfáltica, intitulada Fazendas de Lama, no Mato Grosso do Sul. O trabalho investiga a aquisição de propriedades rurais por meio de desvios de recursos públicos de contratos de obras, fraudes em licitações e recebimento de propinas.

A operação dá continuidade à primeira fase, que constatou a existência de empresas em nome de integrantes de grupo criminoso e de terceiros que superfaturavam obras públicas, por meio de fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos. Na época, fiscalizações realizadas pela CGU revelaram prejuízo de aproximadamente R$ 11 milhões em obras executadas por essas empresas.

Na atual fase, novas fiscalizações da CGU e da Receita Federal apontam a prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrente de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação dos valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

A organização criminosa investigada atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções, prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. Estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 24 de sequestro de bens

As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de Campo Grande (MS), Rio Negro (MS), Curitiba (PR), Maringá (PR), Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP). Participam da operação mais de 270 pessoas, entre policiais e auditores da CGU e da Receita Federal.