Auditoria e Fiscalização

Investigação

Operação Cauxi apura fraudes em licitações e contratos de aluguéis de R$ 50 milhões

publicado: 10/11/2015 10h22, última modificação: 10/11/2015 11h46
Trabalho ocorre no Amazonas e investiga a participação de prefeito de Iranduba (AM), secretários, servidores e empresários
Operação Cauxi investiga superfaturamento em contratos de aluguéis

Mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão estão sendo cumpridos nos municípios de Manaus e Iranduba - Foto: Foto: Winnetou Almeida/A Crítica

Nesta terça-feira (10), a Controladoria-Geral da União (CGU) realiza a Operação Cauxi, que visa desarticular organização criminosa que promovia fraudes em licitações e em contratos de aluguéis na prefeitura de Iranduba (AM). A estimativa é que tenham sido desviados valores em torno de R$ 50 milhões.

As investigações apontam a existência de superfaturamento de contratos, além da não prestação efetiva de serviços. Também foram identificadas situações de enriquecimento ilícito, desvios de recursos, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A organização é supostamente comandada pelo atual prefeito municipal e pelo secretário de finanças, com colaboração de servidores e empresários.

O trabalho é realizado em parceria com o Ministério Público do Estado do Amazonas, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) e a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI). A operação conta com a participação de 178 pessoas, entre auditores da CGU, promotores, peritos, delegados e agentes da polícia.

Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três mandados de prisões temporárias, 10 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de condução coercitiva. Os mandados estão sendo cumpridos nos municípios amazonenses de Manaus e Iranduba.

O nome da operação faz referência ao termo indígena “cauxi”, que é uma esponja de água doce amazônica que fica impregnada na pele e causa irritação em quem entra em contato com ela. Isso só pode ser cessado se lavado com água limpa.

* Representantes da CGU, do Ministério Público do Amazonas, da SSP e SEAI concederão entrevista coletiva sobre a operação às 14 horas (horário de Manaus), na sede do Ministério Público do Estado do Amazonas, em Manaus, na Avenida Coronel Teixeira, 7.995, em Compensa.