Ética e Integridade

Empresa Limpa

CGU e empresas discutem programas de integridade como diferencial de competitividade

publicado: 09/11/2015 17h22, última modificação: 09/11/2015 17h31
Na ocasião, também foi abordada a nova postura das organizações a partir da Lei Anticorrupção
Programa de integridade é diferencial de competitividade

Palestrantes debateram efetividade dos programas de compliance para melhoria da gestão e dos controles internos - Foto: Crédito: João Pedro Vaz/CGU

A segunda mesa de debates da 2ª Conferência Lei Empresa Limpa, ocorrida na tarde desta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, discutiu os programas de integridades e a nova postura das empresas a partir da Lei da Empresa Limpa ou Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013). Promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), o evento tem o objetivo de debater temas relacionados ao combate e à prevenção da corrupção no ambiente corporativo.

Na abertura do painel, a Secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção da CGU, Patricia Audi, relembrou que atos de corrupção não são apenas os conhecidos subornos a funcionários de empresas públicas ou privadas. Segundo ela, fraudes e irregularidades em contratos públicos também são conceituados como atos de corrupção.

Além disso, Audi destacou que programas de integridade efetivos configuram importante fator atenuante na aplicação das sanções da Lei 12.846/2013 e são considerados para definição do percentual de redução de uma possível multa (1 a 4%). "Um programa de integridade elaborado com os requisitos exigidos, com histórico de dados, estatísticas e casos concretos servirá para evitar a ocorrência de irregularidades e a pronta tomada de decisões na medida de seus acontecimentos", afirmou a secretária.

Para a advogada de compliance legal da Duratex, Marina Nicolosi, estar entre as entidades premiadas pelo Pró-Ética é um orgulho para a empresa. "Conseguimos montar um sistema de gestão de fornecedores que só se tornam nossos parceiros se cumprirem regras de compliance. Essa medida torna possível que o nosso programa de integridade seja efetivo", comentou.

Já o diretor jurídico e de integridade para a América do Sul da ABB, Luís Radulov, destacou que a empresa do ramo de energia sentiu a necessidade de ter um programa forte e bem estruturado. "Adotamos práticas de negócio éticas e trabalhamos esses itens em nossas mensagens-chave aos funcionários, em todos os níveis, incluindo treinamentos constantes e um conjunto rígido de controles internos", finalizou. 

Pró-Ética 

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou, nesta segunda-feira (9), empresas aprovadas para o Pró-Ética 2015, iniciativa que reconhece entidades comprometidas com a integridade, a transparência, a prevenção e o combate à corrupção no ambiente corporativo. Foram 19 empresas dos mais diversos ramos, como energia, finanças, tecnologia, entre outros.

As entidades são: 3M do Brasil; ABB; AES Eletropaulo; AES Sul; AES Tietê; AES Uruguaiana; Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE); Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC); DUDALINA; Duratex; EDP Energias do Brasil; ELEKTRO Eletricidade e Serviços; Ernst & Young; GranBio; ICTS; OSRAM do Brasil Lâmpadas Elétricas; Santander Brasil; SIEMENS; SNC-Lavalin Meio Ambiente.