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Brasil apresenta agenda de combate à corrupção em evento do Banco Mundial

publicado: 19/06/2015 17h00, última modificação: 19/06/2015 19h25
Encontro discutiu o papel das instituições na limitação da corrupção e no uso eficiente dos recursos públicos
CGU participa de evento no Banco Mundial

Francisco Bessa (à esquerda) ressaltou as operações em conjunto com a Polícia Federal e os desafios decorrentes da Lei Anticorrupção

O Secretário Federal de Controle Interno, Francisco Bessa, apresentou a palestra "Papel das instituições de controle no enfrentamento da corrupção”, nesta quarta-feira (17), em encontro ocorrido em Washington, nos Estados Unidos. Promovido pelo Banco Mundial, o evento discutiu o papel das instituições de controle na limitação da corrupção e no uso eficiente dos recursos públicos.

A exposição de Bessa foi feita ao lado do estudioso da corrupção no Brasil, Matthew Taylor, da American University. O secretário da Controladoria falou sobre os quatro eixos de atuação da CGU, com destaque nas áreas de prevenção, detecção e repressão, além de avaliação de programas. Bessa também ressaltou as operações realizadas com a Polícia Federal e os desafios decorrentes da Lei Anticorrupção e da Lei de Acesso à Informação.

Já Matthew Taylor frisou os avanços do Brasil pós-redemocratização, no que se refere ao aumento do accountability e ao combate à corrupção, principalmente após a criação da CGU. O estudioso realçou a atuação da Controladoria na fiscalização de municípios e estados, nas ações de transparência e nos desafios da Lei Anticorrupção. A moderação de ambas apresentações ficou a cargo do diretor da área de governança do Banco Mundial, Mário Marcel.

Além da palestra, Bessa também cumpriu agenda técnica e esteve com os diretores do Government Accountability Office (GAO), órgão responsável pelas áreas de metodologia, qualidade e auditoria financeira do governo americano. Foram discutidos o ciclo de planejamento de auditorias, o plano estratégico, os mecanismos de supervisão e revisão da qualidade dos trabalhos, as atualizações, a avaliação de controles internos contábeis, entre outros.