Auditoria e Fiscalização

Operação

CGU participa de operação que investiga desvio de recursos públicos em Pernambuco

publicado: 07/05/2015 09h07, última modificação: 08/05/2015 11h34
Verba federal deveria ser utilizada na construção de escolas, creches e quadras poliesportivas no município pernambucano de Araripina

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagram, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Paradise. O objetivo é desarticular associação criminosa na prefeitura de Araripina, em Pernambuco, que se instalou com a posse do prefeito Alexandre Arraes. A quadrilha desviava recursos públicos que deveriam ser utilizados na construção de escolas, creches e quadras poliesportivas no município.

As investigações se iniciaram em 2013 e revelaram haver acordo para fraudar licitações. Pela análise dos quadros societários das empresas licitantes e vencedoras, foi constatada a existência de empregados domésticos e parentes dos principais envolvidos nos quadros societários. Igualmente, foi verificada a concessão de descontos padrões nas ofertas realizadas, prática comum quando não há, de fato, disputa de licitação.

Ao mesmo tempo, as investigações apontaram que, após a licitação, com a assinatura do contrato, não era a empresa vencedora que executava a obra, mas sim as empresas de Paulo Arraes e de Ricardo Arraes (irmãos do prefeito de Araripina). Também foram constatados: o não pagamento dos encargos sociais (recolhimento do INSS e do FGTS); a existência de serviços não executados, porém pagos ou em duplicidade; a inserção de dados falsos para a liberação de recursos federais; a prorrogação das obras, para se conseguir mais aditivos e lucrar mais.

Foram cumpridos mandados nas cidades de Araripina (PE), Juazeiro do Norte (CE), Assaré (CE) e Jaicós (PI). Ao todo, mais de duzentos policiais federais e auditores da CGU participam da operação. O nome Paradise é uma alusão a um loteamento fechado, denominado Paraíso, que um dos investigados está construindo na cidade de Araripina.