Representando a presidenta Dilma Rousseff no evento, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hohffmanf, destacou o trabalho desenvolvido e os resultados alcançados pela CGU na prevenção e combate à corrupção e lembrou um trecho do discurso de posse da presidenta: “Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o desvio e o malfeito.
A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia”.
O advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, também elogiou o trabalho da Controladoria e revelou que a AGU ampliou, nos últimos anos, o índice de recuperação de recursos desviados de 1% para 15%. “E nossa próxima meta é chegar a 25% até 2016”, anunciou.
Benjamin Zymler, presidente do Tribunal de Contas da União, defendeu uma integração ainda maior entre os órgãos de fiscalização e controle, bem como o uso da inteligência no combate à corrupção. Segundo ele “a sociedade tem que perceber que a corrupção é um mau negócio e implica em grande risco”.
Por sua vez, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ser difícil imaginar crime mais grave que o da corrupção, porque cada centavo desviado desfalca a saúde, a educação ou a assistência social prestada aos mais pobres e necessitados. Apesar disso, citou números de uma pesquisa segundo a qual apenas 0,23% do total dos mais de 450 mil presos brasileiros pagam pena por delitos contra a administração pública. |